História

A Freguesia de Fridão dista cerca de 8 km da sede do concelho de Amarante, aproximadamente 60 da sede do distrito, o Porto, e situa-se nas abas da Serra do Marão, mais especificamente na Serra da Meia Via, entre os caudais convergentes dos Rios Tâmega e Ôlo.
Segundo os romanos, faria parte da vasta região da Volóbriga ou Oulóbriga, com o centro mais importante em Ermelo e seria habitada por povos de pastores (Nemetanos).
Aqui nasceu o poeta Nunes Ferreira que sentidamente cantou o Rio Tâmega e segundo Armando Malheiro da Silva e Luís Pimenta de Castro Damásio, in “António Cândido, Sidónio Pais e elite política Amarantina, 1850-1922”, também aqui terá nascido o insigne orador e parlamentar António Cândido da Costa.
Para além da singular beleza paisagística a Freguesia, localizada no interflúvio Tâmega/Ôlo, da variedade biológica de diferentes ecossistemas, Fridão tem ainda obras que aqui se ergueram, como a Casa das Chousas, a Casa de S. Faustino (onde funciona uma estância de turismo rural) e ainda outras de referencia arquitectónica como a Casa da Ponte, a Casa da Costa e a Casa da Zindinha da Parachã. Igualmente dignas de referências são as típicas casas tradicionais em xisto castanho da Meia Via, cobertas a telha portuguesa de meio cano.Fridão possui também uma Central Hidroeléctrica do Rio Ôlo, sita no lugar de Candal, Freguesia de Fridão, sonhada em 1912 pelo então Presidente da Comissão Executiva Municipal Republicana, Dr. António do Lago Cerqueira, e que veio a fazer de Amarante uma das primeiras localidades iluminadas por energia eléctrica em 1917.
Se um povo sem memória é um povo sem futuro Fridão é uma terra de futuro pois sabe valorizar os seus costumes e as suas tradições. E, de todas as suas tradições a que mais promove a freguesia é sem dúvida a arte de bem tecer. Como dizia o poeta “O tear não tem segredos, para a mulher de Fridão, cria com a ponta dos dedos, obras de arte e coração”, obras essas que fazem chegar um pouco a todo o lado o nome da terra.



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